sábado, 6 de dezembro de 2014

CRIADA NO BARRETO (ARUJÁ), SILMARA MENDES, LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO, AMBIENTADO NAS CIDADES DO ALTO TIETÊ


Marah Mends passou a infância e a adolescência no Parque
Rodrigo Barreto (Arujá)
O livro “Amarguras de Uma Paixão”, como diz a própria autora, é um romance com pitadas de drama. O livro de 322 páginas dividido em oito capítulos tem como temática a escola, alunos, professores, adolescência, liberação das drogas e crimes passionais, e como pano de fundo algumas cidades do Alto Tietê, como por exemplo, Arujá, Salesópolis, Santa Isabel, e principalmente Mogi das Cruzes.

A autora do livro “Amarguras de Uma Paixão”, é a escritora Marah Mends, nome artístico da Silmara Mendes Lima, 33 anos. Ela morou no Parque Rodrigo Barreto, em Arujá, durante 17 anos. Marah é formada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda. Marah Mendes trabalha no setor de Mídias Sociais na Companhia Azul Linhas Aéreas e hoje reside em São Paulo.

A própria autora faz a propaganda do livro: “As vendagens do livro estão indo bem. É só o começo. São pouco mais de três meses do lançamento do livro, ainda tem muito para ralar. Lanço o ‘Amarguras’ aonde abrem as portas: saraus, livrarias, bares, café cultural, web rádio, escolas, bibliotecas etc. A publicidade é no boca a boca, indicação, redes sociais, blogs. Normalmente sou eu que faço todos os corres e agenda de lançamentos. O livro já rodou várias cidades, inclusive capitais do norte e nordeste do país. Estou esperando um convite da Secretaria de Educação ou da Cultura de Arujá para um mais um lançamento ou bate papo, quem sabe?”, disse Marah Mends. A jovem escritora, disse ainda que tem outros projetos literários. “Pretendo me organizar melhor pra não ter que esperar mais 10 anos pra publicar o próximo livro”. (Ela relatou que toda essência do livro foi escrita na cidade de Arujá. Marah tinha 14 anos quando começou a rascunhar o livro, ainda estudante na Escola Estadual Pastor Carlos Richard Strautmann, no Parque Rodrigo Barreto). Marah Mends contou que tem outro romance em fase de construção. “O livro terá como cenário principal a cidade de Arujá. Acho interessante usar as cidades da região do Alto Tietê como cenário principal”.

Tenho um grande carinho por Arujá


Marah Mends nasceu no bairro da Lapa, em São Paulo e veio criança para o município de Arujá, quando seus pais se mudaram para o Parque Rodrigo Barreto, no início da década de 1980. “Fiz o prezinho no Parque Rodrigo Barreto (onde hoje virou o Pro Menor), estudei minha vida toda no Barreto (ensino médio e fundamental) na Escola Strautmann e Edir Paulino. Morei em Arujá por quase 17 anos. Minha família e meus grandes amigos estão nesta cidade, tenho muito carinho por Arujá. Mudei porque tive a impressão que o lugar começou a ficar pequeno demais para os meus sonhos, em termos de emprego, em termos de faculdade e principalmente em termos de arte. Onde está o cinema de Arujá? Cadê o teatro de Arujá? Cadê um grande centro cultural, uma casa de shows de responsa? Adoro Arujá, mas sinto que ainda precisa se desenvolver muito mais em termos de arte! Estou em São Paulo há pouco mais de oito anos, a cidade é um caos! É um caos que me ofereceu emprego, tem edital para patrocinar projetos e patrocina o projeto Poesia é da Hora, a cada esquina a gente tromba com um evento cultural que acontece. Isso faz com que brilhe meus olhos. Sempre que posso, visito meus pais que moram no Barreto, ainda pretendo voltar a morar em Arujá, mas até lá, muita coisa precisa mudar”.



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

VEREADORES TROCAM SOCOS DEPOIS DA SESSÃO DA CÂMARA DE ARUJÁ


Os vereadores Abel Franco Larini (Abelzinho-PR) presidente da Câmara de Arujá e o Paraíba Car (PSDC) trocaram socos, depois do término da sessão ordinária, realizada no dia 1º de dezembro. A baixaria começou na sessão da Câmara, quando o vereador Paraíba Car, disse que a esposa do Abelzinho teve filho em uma maternidade particular. Paraíba disse que a Maternidade de Arujá é considerada de primeiro mundo, então porque que o Abelzinho levou sua esposa para ter filho em uma Maternidade particular. 
A declaração do Paraíba deixou o Abelzinho extremamente irritado e transtornado, tanto que o presidente da Câmara perdeu a estribeira e disse da Tribuna que o vereador em questão estava entrando na vida particular dele, e aos gritos, falou que o Paraíba tinha que respeitar não somente a ele (presidente do Legislativo) mas também aos outros vereadores e também ao público presente. 
Abelzinho disse ainda o seguinte: “O senhor, senhor não, não vou chamá-lo de senhor porque você não merece o meu respeito, você está desrespeitando minha família”. E finalizou a conversa afirmando que depois da sessão, “terei uma conversa com você (o Paraíba) lá fora”. O Paraíba voltou ao tema, depois na palavra livre. “Não tem nada perguntar, perguntar não ofende, porque a esposa do presidente foi ter um filho fora da Maternidade de Arujá, em uma maternidade particular (em outra cidade)”.
Segundo algumas testemunhas que viram o início da briga, o Paraíba teria desferido um soco contra o rosto do Abelzinho, o presidente teria revidado com um soco na face do agressor. Segundo outros testemunhos, o próprio Abelzinho teria confessado que ele que desferiu o primeiro soco no Paraíba. O presidente teria dito ainda "que matou a vontade" (de dar um soco no Paraíba).
PS: Quando cheguei ao local dos fatos (na saída dos fundos da Câmara que dá acesso ao estacionamento) depois de gritos chamando os seguranças, vi o Abelzinho com a mão no rosto e o Paraíba também com a mão na face. O Paraíba, bastante nervoso, transtornado queria ir para cima do Abelzinho, outros vereadores seguravam o Paraíba. Depois o assessor do Paraíba também o segurava e tentava acalmá-lo. Por fim, o Paraíba levado pelo assessor, subiu para a a parte de cima da Câmara, onde fica seu gabinete. O Abelzinho, aparentemente estava passando mal, e saiu de carro, levado por outro vereador.

APESAR DE PROMESSAS, PISCINA DA ESCOLA HERMÍNIA ARAKI CONTINUA ABANDONADA E SEM COBERTURA



Piscina da Escola Hermínia Araki: Criadouro de dengue?
O prefeito Abel Larini (PR) mentiu mais uma vez sobre a piscina da Escola Municipal Hermínia Araki, localizado no Parque Rodrigo Barreto. A piscina semiolímpica, desde 2013 se encontrava abandonada, o verde escuro denunciava que a água estava suja e contaminada. Mesmo assim dezenas de jovens e crianças (meninas e meninos) invadiam a escola, principalmente nos finais de semana, e nadavam despreocupadamente na água suja.

Uma escola que foi feita para ser modelo virou referência do descaso e do desrespeito por parte da administração municipal. Água parada em piscinas abandonadas podem se transformar em foco de doenças e possível reprodução do mosquito da dengue. No início deste ano, depois de várias denúncias, inclusive nas redes sociais, o prefeito de Arujá veio a público no site da prefeitura e informou que a Câmara Municipal iria devolver 600 mil reais, “economizado de sua receita de 2013 para a prefeitura”. Esse valor seria justamente para limpar e cobrir piscina da referida unidade escolar.

Veja a seguir entrevista com o prefeito Abel Larini e o presidente da Câmara Abelzinho, colocado no site da prefeitura no dia 14 de fevereiro de 2014. “Com o esforço da nossa Câmara Municipal, que economizou muito no ano passado, a gente vai conseguir atender a esse pedido da comunidade e fazer a cobertura da piscina, que é mais uma iniciativa importante”, disse o prefeito. “A obra tem um custo estimado em R$ 588 mil e será paga com o recurso que o Legislativo devolveu ao poder Executivo no ano passado, cerca de R$ 600 mil”.

A prefeitura informou também que “de acordo com a Secretaria Municipal de Obras, já foi aberto o processo de licitação para a contratação da empresa responsável pelos serviços e a previsão é de que a construção seja iniciada no segundo semestre desse ano”.

O presidente da Câmara (Abelzinho), explicou que a cobertura é uma reivindicação dos moradores do Barreto. “É uma solicitação antiga, que dará maior qualidade no atendimento realizado na piscina e que trará mais segurança aos usuários. Enfim, é um benefício sonhado pela população e que a partir de agora começa a ser concretizado”, afirmou Abelzinho. A Prefeitura informou oficialmente também que atenderia mais de 200 arujaenses em aulas de hidroginástica na piscina da Escola Hermínia Araki. 

Pois bem, já estamos no final de 2014, e a piscina se encontra vazia, ou melhor, com uma pequena camada de água suja no fundo da piscina. Claro que trata-se de um caso de saúde pública, pois a água parada, como a própria prefeitura de Arujá informa em seu comunicados à população, pode ser um foco gerador da dengue.

Ora, perguntar não ofende: se o Legislativo de Arujá destinou 600 mil reais de sua receita de 2013 para a prefeitura resolver o problema da piscina, e nenhuma obra foi feita, onde se encontra esse dinheiro? 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

ABELZINHO CORTA MICROFONE DO PARAÍBA CAR E CAUSA TUMULTO NA SESSÃO, REYNALDINHO DIZ QUE QUEM QUISER FALAR DA TRIBUNA QUE SE CANDIDATE E GANHE AS ELEIÇÕES


Na sessão da Câmara do dia 24 de novembro, o vereador Paraíba Car (PSDC) teve a palavra cortada pelo presidente da casa, Abel Franco Larini (Abelzinho-PR) quando da Tribuna falava sobre a “obra superfaturada” que ocorreu na Câmara. Paraíba disse que irá representar o presidente Abelzinho no Ministério Público. Ainda sobre a reforma no Legislativo, ele disse: ”Eu me surpreendi quando peguei o Jornal de Arujá e vi mais um contrato tentando maquiar o mal feito. Essa obra é de um superfaturamento astronômico”. A seguir, Paraíba teve o microfone cortado quando chamou o presidente de maluco. “Maluco é Vossa Excelência”, disse o Paraíba.

Abelzinho justificou a palavra cassada, dizendo que o Paraíba estava faltando com respeito a ele (presidente da Câmara) e aos demais vereadores. “O senhor tem o direito de me representar onde o senhor quiser, mas está faltando com respeito, sua palavra está cortada”. Na verdade, na sessão anterior (dia 17) o Abelzinho teria chamado o vereador Paraíba de “maluco e desequilibrado”, e o Paraíba aparentemente tentava dar o troco agora.

Depois que a palavra foi cortada um pequeno tumulto se formou na Câmara, pois houve protestos de uma parte do público que acompanhava sessão. O tumulto seguiu, quando o líder do prefeito, vereador Reynaldinho (PTB) foi a Tribuna defender o Abelzinho. Ele disse: “o senhor (se referindo ao Paraíba) só fala abobrinha, o senhor é um irresponsável”. 

Devido aos gritos de protestos de parte do público, Reynaldinho não conseguia falar, e lembrou ao presidente da Casa que pelo regimento interno não pode haver manifestação do público na Câmara.

Nervoso com os apupos da parte do público, Reynaldinho disse que “quem quiser usar a Tribuna que se candidate a vereador, que ganhe as eleições e aí sim venha até a Tribuna”. Muitas pessoas que assistiam a sessão qualificaram de falta de respeito do vereador um verdadeiro insulto as palavras do Reynaldinho. Reynaldinho solicitou mais 5 minutos (para poder falar) ao presidente da Casa, mas não foi atendido.

sábado, 22 de novembro de 2014

GASTO DESNECESSÁRIO?


Por Honório Rocha

Deu o que falar a denúncia do Paraiba Car (PSDC) sobre a reforma na Câmara de Arujá que custará 444 mil reais aos cofres públicos municipais. A reforma, segundo o Paraíba Car, abrange a colocação de um novo piso no Plenário, a troca das mesas dos vereadores e a implantação de microfones individuais instaladas nas novas mesas. Além disso, foram trocados alguns vidros dos corredores da Câmara.  A informação dá conta também que a aparelhagem de som do Legislativo será trocada. Pois bem, tudo isso ao valor de quase meio milhão de reais.

Paraíba disse que do valor total da obra, 125 mil reais seria só para pagar o projeto. Lembrando que a decisão e os gastos inerentes à reforma são de exclusividade do presidente do Legislativo, no caso o vereador Abel Franco Larini, o Abelzinho (PR). A reforma e os gastos não passam pelo escrutínio dos vereadores, é de responsabilidade única do presidente.

O valor exorbitante, inacreditável para uma obra aparentemente simples no prédio da Câmara, deixou os frequentadores do Legislativo boquiabertos, estupefatos, perplexos. O vereador Paraíba Car, disse da Tribuna, de forma irônica que os vidros vieram da índia e os microfones só podem ser de ouro. Ele disse que vai responsabilizar o Abelzinho pela “obra superfaturada”, vai levar o caso para o Ministério Público. Abelzinho disse em resposta que a obra foi licitada e que está dentro da lisura e da lei.

Muitas pessoas que acompanham as sessões da Câmara, lembraram que o município perdeu uma emenda de 1 milhão de reais que era para ser investido no sistema de monitoramento da cidade, e que agora foram surpreendidos por a gastança desnecessária feita pelo presidente do Legislativo. Lembraram também que no início deste ano o prefeito Abel Larini juntamente com seu filho presidente da Câmara prometeu que iria limpar e cobrir a piscina da escola Municipal Hermínia Araki, no Parque Rodrigo Barreto.

O dinheiro (600 mil reais) que foi (ou teria sido) repassado para a prefeitura, foi devolvido pela Câmara que “economizou muito ao longo do ano de 2013”. Mas, foi tudo mentira, pois até hoje a piscina se encontra abandonada e foi apelidada pela população de criadouro de mosquito da dengue. Diante da gastança na Câmara, foi lembrado por várias pessoas o estado de penúria em que se encontram as escolas municipais de Arujá. Escolas caindo aos pedaços sem manutenção, escola recém-inauguradas com rachaduras, escolas com vazamentos de água, escolas que são invadidas por vândalos e usuários de drogas.

Diante da reforma na Câmara foi lembrado que a Guarda Municipal de Arujá está abandonada, sucateada, sem equipamentos e com carros velhos. Foi lembrado também que os policiais militares que trabalham em Arujá não recebem o pró-labore (uma pequena ajuda financeira da prefeitura para os policias).

Foi lembrado também a situação caótica da saúde pública no município. Atendimento ruim, falta de médicos, falta de remédios na rede, falta de equipamentos. As denúncias de mortes suspeitas não cessam nas unidades de saúde de Arujá. Enfim, gastar quase meio milhão de reais em uma reforma aparentemente supérflua na Câmara, com tantos problemas na cidade é um desrespeito e um soco no estômago do povo arujaense.  

POLÍCIA CIVIL ESCLARECE ASSASSINATO NO PARQUE RODRIGO BARRETO


Tarlei Alves Correia, 26 anos, morador do Parque Rodrigo Barreto, morreu nas dependências do Pronto Atendimento de Arujá no dia 4 de setembro de 2014. Ele ficou internado 19 dias no PA de Arujá. A causa da morte (o cadáver foi encaminhado ao IML de Guarulhos) foi traumatismo crânio encefálico e edema pulmonar. Tarlei foi vítima de um bárbaro crime. Ele foi espancado por vários elementos no dia 17 de agosto, em um baile Funk realizado na Avenida Railda Alves de Oliveira (Antiga B) no Parque Rodrigo Barreto. Socorrido ao PA morreu 19 dias depois. O delegado assistente de Arujá Vagner Martin, disse que os agressores foram quatro. Além de chutes e socos desferidos contra a vítima, usaram até um pedaço de madeira para golpear a cabeça do falecido. Os quatro supostos agressores, dois maiores de idade e dois menores, depois de muita investigação dos agentes policiais civis, foram identificados e prestaram esclarecimentos na delegacia. Um maior já se encontra preso, e um dos menores está apreendido. Quanto ao outro maior de idade, segundo o delegado, já foi solicitado sua prisão preventiva, assim que sair a decisão da justiça ele será preso. De acordo com o delegado Vagner, a vítima, que sofria de esquizofrenia e fazia tratamento da patologia, teria ameaçado os agressores. O delegado disse baseado no depoimento dos agressores, que o Tarlei teria ameaçados os assassinos, dizendo que iria “furar”, ou seja, esfaqueá-los.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ANIVERSARIANTE: PARABÉNS AO PARQUE RODRIGO BARRETO, 35 ANOS DE LUTAS E VITÓRIAS


O Parque Rodrigo Barreto completou 35 anos de idade no dia 14 de novembro de 2014.  O trabalho de terraplanagem para a formação das ruas do que viria a se tornar o loteamento Parque Rodrigo Barreto, começou no dia 14 de novembro de 1979. Logo a seguir começaram a serem erguidas as primeiras moradias. Através de um Projeto de Lei aprovada pela Câmara de Arujá, a data de aniversário do Barreto se tornou oficial. Com mais de 25 mil habitantes, o Parque Rodrigo Barreto, além de ser o maior em número de habitantes, é também considerado o maior bairro em território e que apresenta maior infraestrutura de Arujá. Com 92 ruas e 6 avenidas, o Barreto detém o segundo maior comércio da cidade (só perde para o centro de Arujá), e é uma referência para o município. Todas as ruas do bairro são asfaltadas, boa parte delas servida de rede coletora de esgoto. O Barreto tem várias linhas intermunicipais de ônibus: Armênia (SP), Brás (SP), Guarulhos, Poá, Suzano, Santa Isabel e várias linhas municipais, além do táxi-lotação que serve o centro de Arujá. Várias escolas municipais e estaduais (algumas escolas estão situadas no bairro Centro Residencial na divisa com o Barreto) absorvem o contingente de estudantes.  A seguir, entrevista com alguns personagens do Parque Rodrigo Barreto.

Joaquim:Ex-vereador, fundou a Associação Movimento do Barreto
JOAQUIM DE MACEDO: Joaquim do Barreto, ou Joaquim do PT, mora há 24 anos no Barreto. Ele foi vereador pelo município de 2001 a 2004. “Quando eu mudei para o Barreto, tudo era difícil, as ruas não tinham asfalto, o ônibus da Danúbio Azul só vinha até a Avenida Armando Colângelo duas vezes por dia, os moradores para pegar ônibus para São Paulo tinham que ir a pé até a rodoviária no centro de Arujá; em dias de chuva era muita lama para vencer. Também não existia comércio no bairro. Água encanada também não tinha e boa parte dos moradores não dispunha de energia elétrica. Eu ajudei junto com a comunidade a construir a Paróquia
Nossa Senhora Aparecida no início dos anos 1990. Depois, em 1993 fundei a Associação Movimento de Moradores do Parque Rodrigo Barreto, que ao longo dessas décadas obteve muitas vitórias para o bairro”.

Isabel: liderança comunitária. Ao fundo o Barreto
MARIA ISABEL DA CONCEIÇÃO: Maria Isabel reside no Parque Rodrigo Barreto há 23 anos. “Meu pai comprou um lote no Barreto em 1999, onde resido até hoje. As dificuldades de morar no Barreto de 20 anos atrás eram muitas. Por exemplo, não tinha rede de água da Sabesp. Apesar de ter poço na minha casa, a gente também pegava água em uma mina d’água na Avenida D esquina com a Rua 86. Na minha rua já tinha energia elétrica, mas muitas ruas do bairro a energia não havia chegado ainda. Só existia uma Escola, a Strautmann (EE Pastor Carlos Richard Strautmann). Não tinha comércio nenhum, nem padaria, e, Hospital em Arujá, só o Lions”. Isabel disse o que falta hoje no Barreto: “Tratar todo esgoto coletado no Barreto, precisa de mais segurança pública, os alunos das escolas públicas tem que ter melhor assistência, e também tem que finalizar a ação de regularização fundiária do Barreto”.

Gato: Comerciante e líder comunitário antigo do Barreto
 ANTÔNIO UILSON FERREIRA é conhecido pelo apelido de GATO. Ele é presidente da AMDSHA (Associação de Movimento de Defesa Social e Habitacional de Arujá). “Quando cheguei ao Barreto em 1982 não tinha água encanada e nem luz. As ruas se resumiam a trilhas onde as pessoas andavam de cavalo. Não tinha ônibus, tinha que ir a pé para a rodoviária. Os moradores colocavam sacos plásticos nos sapatos em dias de chuva, era muita lama. Muitos moradores lavavam os sapatos num riozinho que tinha atrás da rodoviária, para poder pegar o ônibus para São Paulo”. Ele diz que hoje é prioridade mais construções de creches. “Faltam vagas de creche no Barreto. Tem que trazer de volta a Casa Lotérica que foi instalada aqui, e levaram para um supermercado no centro de Arujá sem dar uma explicação para a população. Hoje o Barreto já era para ter um banco”. Ele disse também que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que está sendo construída na Rua 30 tem que ser entregue na data certa, pois vai ser muito importante para os moradores do Barreto.


Dalva: Presidente da Associação União de Moradores
DALVA (LINDALVA SANTOS BEZERRA) é a presidente da Associação União de Moradores da Cidade de Arujá e do Parque Rodrigo Barreto. “Eu me mudei em 1982 para o Parque Rodrigo Barreto. Não tinha rede de água e nem luz. Não tinha ônibus para ir à rodoviária, e os estudantes tinham que ir para as escolas do centro de Arujá, pois no Barreto não tinha escola. Nos dias de chuva era muito barro. Quando a gente ia para o centro de Arujá, eu e muitas mulheres deixávamos os sapatos sujos de lama num saco plástico escondido numa mata que tem até hoje na Rua Prestes Maia, e calçava um par limpo que carregávamos na bolsa. Às vezes a gente voltava de noite, e, na escuridão, pegava até o calçado errado. Hoje nós precisamos de uma agência dos Correios no Barreto, um Pronto Socorro 24 horas, mais policiamento e vagas de creche”. 



Mano's: vereador e comerciante no Barreto
ODAIR NERES (MANO’S):
“Mudei para o Parque Rodrigo Barreto em 1994. O abastecimento de água era precário, era comum ficar de 3 a 4 dias sem água. Nessa época eu já estava estabelecido na Avenida Armando Colângelo e como não tinha rede de esgoto (todas as casas tinham fossas), e, tinha morador, que quando as fossas enchiam, deixavam os dejetos escorrerem pela calçada da avenida, era um cheiro horrível, para quem tinha pizzaria e restaurante era prejuízo na certa. A iluminação pública era bem precária também, e o policiamento quase não existia, era difícil ver uma viatura da polícia (militar) no Barreto. O comércio no Barreto era muito fraquinho naquela época, tinha que comprar tudo fora, hoje, ao contrário, você encontra praticamente tudo no bairro, o comércio se fortaleceu. O que falta hoje no bairro é uma agência bancária, uma agência dos Correios, e incentivo aos esportes”.  



Bola: um dos mais antigos e conhecidos moradores do Barreto
BOLA: Valdir Aparecido de Souza é o Bola
, proprietário da Banca de Jornal em frente ao Ginásio do Parque Rodrigo Barreto. Figura muito conhecida, Bola veio para o Barreto em 1982. “Quando mudei para o Parque Rodrigo Barreto não havia asfalto em nenhuma rua, a não ser em um trecho da Avenida Armando Colângelo. Depois a prefeitura começou a jogar pó de pedra nas ruas, quando fazia sol, levantava muita poeira, as mulheres ficavam revoltadas, pois grudava nas roupas estendidas no varal”. Bola disse que fizeram uma grande sacanagem, quando levaram a Casa Lotérica do Barreto para um Supermercado no centro da cidade. “A concessão (da Caixa Econômica Federal) da lotérica é do Barreto e não do Supermercado”. Ele disse que o melhor prefeito de Arujá foi o Abel Larini. Hoje o Barreto precisa de mais segurança/policiamento. Disse ainda que não concorda com a mudança do nome do bairro para Pirituba. “Aqui sempre será o Parque Rodrigo Barreto”. Por fim, falou que já passou da hora de resolver o problema com a Continental e regularizar de forma definitiva o Parque Rodrigo Barreto.


Arapa: morador antigo do Barreto, sempre lutou pela cultura 
ARAPA é o Reginaldo Honório. Ele é presidente do IMA (Instituto Multicultural de Ação e Cidadania). Arapa reside há 27 anos no Parque Rodrigo Barreto.  “No Barreto daquela época (final dos anos 1980) a maioria das ruas não tinha asfalto, o transporte público era precário. Quando chovia os poucos ônibus que tinham não vinham para o bairro. Escola pública, só tinha o Strautmann (EE Pastor Carlos Richard Strautmann), 1ª escola do Barreto. Tinha um cinema no centro, e o Beto Alegri fazia uns espetáculos, algumas encenações no centro de Arujá, o pessoal gostava muito. Naquela época o carnaval no Barreto e no centro de Arujá era mais animado, hoje está em decadência. Hoje falta investimento nas pessoas que produz Cultura e Lazer no Parque Rodrigo Barreto”. Arapa disse ainda que falta segurança no Barreto.