Rodrigo Maia morreu aos 28 anos de idade, assassinado no Parque Rodrigo Barreto |
Foi
sepultado em Arujá, no dia 31 de agosto, o corpo do jovem Rodrigo Maia de São
Matheus, 28 anos, morador do bairro São Domingos. O comerciante Rodrigo Maia –
ele trabalhava em um comércio de ração de animais em São Domingos, juntamente
com seu pai –, foi assassinado por volta das 2h30 (madrugada do último domingo)
no Parque Rodrigo Barreto, na Rua 35. O velório e o enterro da vítima foi
acompanhado por uma pequena multidão. O clima de comoção e revolta tomou conta
de todos, tendo em vista que o rapaz era muito querido na cidade.
Segundo
relato no Boletim de Ocorrência (BO), confeccionado na delegacia de Arujá,
Rodrigo Maia se encontrava no Bar Come Come, localizado na Avenida Railda Alves
de Oliveira (Antiga Avenida B), acompanhado de amigos, quando subitamente um
indivíduo, portando uma arma de fogo – revólver de cano longo e oxidado –
entrou no estabelecimento e anunciou o assalto. Depois de roubar uma quantia em
dinheiro do dono do estabelecimento, o meliante apontou a arma e atirou dentro
do bar, felizmente o tiro não acertou em nenhuma das pessoas que lá se
encontravam.
De acordo com o BO, depois do ocorrido, Rodrigo Maia pegou seu
carro, e, acompanhado de um amigo, Alex Sandro Costa Rosa, 22 anos, também
residente do bairro São Domingos, iria até a delegacia de Arujá para registrar
o ocorrido. Lembrando que o Alex Sandro prestou depoimento na delegacia na
condição de testemunha. Eles entraram em uma travessa da Avenida Railda Alves
de Oliveira, a Rua 35 que fica bem próximo do Bar Come Come.
Nesse momento,
ainda de acordo com o BO, eles se depararam com o autor do roubo do bar. O
assaltante apontou a arma contra o carro e atirou, atingindo o Rodrigo Maia. O
atirador evadiu-se na sequência. Mesmo atingido, o jovem comerciante saiu do
carro, mas a seguir caiu no asfalto. A vítima, resgatada por uma ambulância,
foi levada ao Pronto Atendimento de Arujá, mas já se encontrava em óbito,
segundo os profissionais da unidade hospitalar.
Entretanto, a família e amigos,
afirmam que existe uma contradição no Boletim de Ocorrência, tendo em vista que
o Rodrigo Maia não era o dono do Bar onde ocorreu o assalto, portanto,
evidentemente ele não teria motivação nem obrigação (e nem iria) até a
delegacia registrar um BO. Ele estava no bar na condição de cliente. O
proprietário do bar, onde ocorreu o assalto é o Jairo da Silva Costa. Até a
possibilidade – apesar de não haver registo nesse sentido – de a vítima fatal
Rodrigo Maia estar levando o dono do bar para a delegacia, para o mesmo
confeccionar o BO é rejeitado pela família.
A Polícia Civil está investigando o caso.
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