Em primeiro plano, moto caída que a polícia ainda não sabe a quem pertence, ao fundo o corpo de homem que morreu no local, baleado na cebeça |
Por volta das 20h00 do dia 12 de janeiro, as pessoas que se encontravam
na pista de skate do bairro Arujamérica, ficaram desesperadas, apavoradas,
quando um homem desceu da garupa de uma moto e começou a atirar num grupo de rapazes.
O atentado resultou em um morto e três feridos.
Segundo relato em off de uma
testemunha, depois de efetuar os disparos, com a mesma rapidez com que os
atiradores chegaram, eles sumiram. A moto utilizada no crime seria da marca
Honda Twister, de cor amarela. A testemunha relatou também que na praça de
esportes, no momento do ataque, havia muita gente, e a correria foi grande. Após
o susto e a perplexidade, moradores do bairro, acionaram ambulâncias e também a
Polícia Militar.
Dos quatro baleados, Reginaldo Alberto de Souza, 38 anos, morador
do Jardim Real, morreu na hora. Ainda de acordo com relatos, ele teria
recebido vários tiros na cabeça. No local havia muito sangue. Antes, porém,
segundo o Boletim de Ocorrência (BO) registrado na delegacia de Arujá, um dos
rapazes alvejados, Aléssio Vicente, 33 anos, residente do bairro Arujamérica, mesmo
ferido, ainda conseguiu correr e sair da cena do crime. Ele foi socorrido ao
Pronto Atendimento de Arujá, em carro particular.
O mesmo ocorreu com outra
vítima alvejada pelos criminosos. Mesmo baleado, Carlos Roberto de Orcena, 40
anos, morador do Arujamérica, ainda reuniu forças para correr até a Rua Urias
Pithon Barreto, onde teria caído, e posteriormente socorrido pela ambulância. A
quarta vítima, até à tarde do dia 13 de janeiro não havia sido identificado
pela polícia e estaria em estado grave. Ele foi socorrido pelo Samu. Há boatos
de que ele teria morrido informação não confirmada pela polícia civil. Todos os
baleados foram encaminhados para o Pronto Atendimento de Arujá. O delegado assistente
Vagner Martin esteve no local, e as investigações para prender os autores do crime já
estão em andamento.
Moradores afirmam que local é ponto de vendas de drogas
Alguns moradores se dispuseram a falar sobre a quadra de
skate, na condição do anonimato. Eles falaram que apesar de residirem perto da
pista de skate, não frequentam o local, por ser um ponto de tráfico de drogas.
Afirmam que os traficantes são conhecidos e atuam livremente, e que viriam consumidores
de drogas de longe adquirir o produto no local. “Antes de a prefeitura
construir a pista de skate não tinha comércio de drogas aqui, infelizmente não
tem policiamento para coibir tal prática”, disse um homem, que tem filhos
adolescentes que não frequentam o local. Uma mulher que reside próximo a praça
de esporte, disse que vive com medo. “É normal drogado e bêbado no entorno da
pista de skate, vira e mexe, sai briga, sai confusão. Agora depois desse tiroteio,
é provável que os traficantes sumam, mas com o tempo tudo voltará ao que era
antes, esse filme eu já vi”, disse a mulher.
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