quarta-feira, 29 de julho de 2015

28 DE JULHO, DIA DO AGRICULTOR: PLANTAÇÃO DE VERDURAS JÁ FOI O ALICERCE DA ECONOMIA DE ARUJÁ

Alípio, juntamente com o vereador Castelo Alemão. Ambos trabalharam
 na lavoura quando jovens (Clique em cima e amplie a foto)
O dia do Agricultor é comemorado em 28 de julho. Esta data merece ser lembrada pelos arujaenses, pois a economia de Arujá já foi baseada na agricultura. Segundo o vereador Edvaldo de Oliveira (Castelo Alemão-PTB) que é filho de agricultor e já trabalhou na lavoura, a cidade de Arujá, que já teve praticamente todo seu entorno ocupado com plantações de hortaliças, cresceu e se desenvolveu com o dinheiro saído das chácaras de verduras e legumes. “Nos anos 1960 e até a década de 1980 existiam poucas indústrias em Arujá, o forte era o cultivo de hortaliças, que geravam renda e emprego e até alimentavam o pequeno comércio de Arujá”, disse Castelo Alemão. O vereador relatou que hoje onde se encontra o bairro Nova Arujá (na verdade, uma extensão do bairro do Portão, onde o vereador reside até hoje) era tudo chácara de verduras, a maioria tocada por portugueses e japoneses que vieram trabalhar no Brasil. Ele disse ainda que muita gente  ganhou dinheiro lidando com as verduras, que eram escoadas para o Ceasa de São Paulo, e também vendidas para os feirantes. Castelo Alemão declarou que hoje, devido à especulação imobiliária, devido ao Rodoanel (que vai passar sobre o terreno de várias chácaras) e também às dificuldades expostas aos caminhões de feirantes, as chácaras estão diminuindo. “Os caminhões dos feirantes tem restrições para circular na Avenida Mario Covas e na Avenida Adília Barbosa Neves, região de lavoura, o que fez com que muitos desistissem de comprar hortaliças em Arujá”. Castelo Alemão relatou que a questão de 15 anos começou o declínio das chácaras de verduras. “A partir do século 21, com a o crescimento da cidade e a inevitável especulação imobiliária, chácaras foram vendidas, e no seu lugar foram erguidos prédios e galpões, caso da Avenida Mario Covas”. A reportagem visitou uma chácara do bairro do Portão (próximo da Fatec) onde são produzidos couves, vários tipos de alface, (a crespa é a mais vendida), brócolis, agrião, cenoura, salsa, repolho e couve-flor. Segundo os rapazes que trabalham no local (Edmilson e Cristiano) os meses que mais vendem verduras são os três primeiros meses do ano, pois é época de muita chuva, e a verdura não gosta de excesso de água, então a procura é maior do que a produção.

Chacareiro reclama que vendas estão fracas

Vitor Custódio, 33 anos trabalhando na plantação de verduras

A reportagem também visitou a Chácara do Vitor, localizada no começo da Estrada da Penhinha. Vítor Custódio, 67 anos, disse que trabalha com verduras há 33 anos, 20 anos só em Arujá (na mesma chácara). Além de vários tipos de alface, ele cultiva couve, brócolis, repolho e beterraba. Apesar de gostar do que faz, seu Vitor está desanimado. “Perdi boa parte de meus clientes (donos de supermercados e feirantes), hoje muitas feirantes preferem comprar verduras que vem de algumas cidades do sul de Minas Gerais, em que o preço é mais em conta. As vendas estão fracas”. Além disso, ele relatou que só este ano teve três chuvas de granizo; em uma delas perdeu toda a plantação, acrescentando que já chegou a ter oito funcionários, mas hoje só tem um. Mesmo fraco, ele contou que não vai desistir de plantar verduras, e tem esperança de que as coisas vão melhorar.   

Alface crespa, a que mais vende
Mudinhas de alface, que depois irão para os canteiros
Canteiros de couve, a verdura mais consumida no país
Canteiros de alface americana 
Da esquerda para a direita: os agricultores Cristiano, Edmilson
 e o vereador Castelo Alemão
Verduras já separadas, aguardando os feirantes virem buscar
Canteiros de alface e de cebolinha
Roça de repolho do agicultor Vitor Custódiio, na Penhinha

Canteiros de alface crespo do Vitor










   


Um comentário:

  1. bom dia, preciso de um fornecedor de verduras e legumes urgente para hortifruti que almeja ampliar seus horizontes,
    Por favor, se souberem de algum me passem
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