quinta-feira, 2 de junho de 2016

BAIRRO CENTRO RESIDENCIAL EM ARUJÁ, PODE SE TORNAR UM “BARRIL DE PÓLVORA”


Moradores do Centro Residencial se reúnem com vereadores. No centro da
foto, presidente da Câmara Renato Caroba, vereador Gil do Gás e
sua assessora advogada Márcia Batista
Pela terceira vez consecutiva, os moradores do bairro Centro Residencial comparecem à sessão ordinária da Câmara de Arujá para protestar contra a tentativa de a Imobiliária Continental promover reintegrações de posse no bairro. Eles alegam também que os capangas da Continental tentam aterrorizar os moradores com ameaças, inclusive alguns andam até armados. Na última tentativa de despejar duas famílias no Residencial, moradores se mobilizaram e declararam que iriam resistir à investida da Continental. Homens e mulheres fizeram barreira de fogo com pneus e madeiras para impedir que o oficial de justiça e a Polícia Militar consumassem a reintegração de posse. Entretanto não houve confronto, pois nem a PM nem o oficial de justiça compareceram. Recentemente, também no Centro Residencial uma ordem de reintegração de posse acabou na demolição (parcial) errada de uma casa em que não havia nenhuma decisão judicial de reintegração de posse. Mesmo avisada que estavam demolindo a casa errada, a oficial de justiça Elaine Cristina Melo insistia no erro e só parou quando foi alertada por uma advogada que se encontrava no local. Em uma outra tentativa de reintegração de posse, também no Centro Residencial, um oficial de justiça disse que a casa depois da reintegração de posse deveria ser demolida. Uma máquina da Continental já se preparava para pôr a casa abaixo, quando os advogados constataram que não havia determinação de demolição. Nesse caso acabou não havendo nem reintegração muito menos demolição da casa. Interessante é que nesse caso, uma mulher (oficial de justiça) é que deveria conduzir a reintegração, mas quem estava comandando a ação judicial era um oficial de justiça de nome Edson, e que aparentemente recebia ordens de um capanga da Continental que acompanhava a ação dentro de um carro.

Advogados alertam que não existe segurança jurídica para aluguéis de terrenos


Pela terceira vez consecutiva, moradores do Residencial comparecem na
sessão ordinária da Câmara para protestar contra Imobiliária Continental
O Centro Residencial virou um “canteiro de obras” depois que a Continental passou a alugar os terrenos e autorizar as construções de moradias. A maioria das ruas, inclusive algumas de terra batida (desprovidas de iluminação pública), virou um entra e sai de caminhões de depósito de construção, é areia e pedras colocados em via pública, são homens fazendo os buracos dos alicerces, muros e paredes sendo levantados, máquinas fazendo terraplanagem, enfim, o bairro está se transformando, inclusive muitas famílias estão vindo de outras municípios para construir no Centro Residencial. De acordo com as famílias, os contratos tem três anos de duração e o aluguel está em torno de 700 reais. Entretanto, vários advogados de Arujá, inclusive o advogado e vereador Wilson Ferreira, alertam que as famílias que estão locando os terrenos não tem garantia jurídica nenhuma. Essas pessoas correm risco num futuro próximo de perder o terreno, perder o dinheiro do aluguel e perder inclusive a casa que construíram. Os advogados alertam também que aqueles que estão pagando IPTU, estão na verdade pagando uma dívida que é da Continental. Lembrando que o maior caloteiro do município é a Continental, com tributos devidos na ordem de 30 milhões de reais.  As pessoas que estão construindo no Residencial reclamam também que Imobiliária Continental não cumpre com sua obrigação junto à esfera municipal, pois os lotes desocupados estão com mato alto, além de a Continental também não fazer calçadas e nem muros nos terrenos. Enfim, dezenas de casas estão sendo construídas, o bairro está absorvendo famílias que chegam todos os dias para construir um lar. Infelizmente, num futuro próximo tudo poderá acontecer no Centro Residencial. 

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