sábado, 18 de junho de 2016

FEIRINHA DOS CACHORROS OCORRE TODOS OS SÁBADOS NO CENTRO DE ARUJÁ; PROTETORAS DE ANIMAIS PEDEM AJUDA


Protetoras de animais Iraci Rodrigues (foto esquerda) e Sueli Portes
Paula Cristina com os filhos. "Já adotei um gato na feirinha, se fosse pelas
minhas filhas, todo sábado levava um gato e um cachorro para casa"
Todos os sábados, a partir das 10 até as 16 horas, é realizada a feirinha dos cachorros no centro de Arujá, no canteiro central da Avenida João Manoel. Vários gatos e principalmente cachorros ficam expostos em pequenas gaiolas esperando que alguém os adote. A maioria desses bichos estava abandonado em vias públicas e foram recolhidos ou por protetores de animais ou pela população. A protetora de animais e organizadora do evento Iraci Rodrigues, diz que o objetivo da feirinha é achar um lar para os cachorros abandonados. Segundo a Iraci, muitas pessoas recolhem os cães das ruas e levam até sua casa. “Damos vacina, remédios para verme, vitaminas, e quando os bichos estão doentes ou feridos levamos para fazer tratamento nas clínicas veterinárias de Arujá. Além disso, levamos os animais para serem castrados no canil da prefeitura de Arujá. Somente depois desse processo, é que colocamos o animal para adoção na feirinha”. Ela relatou que por sábado são doados de oito a 20 animais. A protetora, disse que os cachorros ficam de forma provisória na casa dela ou nas casas de outras pessoas que abraçaram essa causa, aguardando uma família que os adote. Ela explica que é feito um cadastro com os dados pessoais da famílias que adotam os cães ou filhotes de gatos, além de existir um termo de responsabilidade. “O problema é que eu tenho uma gasto financeiro enorme com ração, remédios para vermes, antibióticos, anti-inflamatórios, com vitaminas e vacinas, além de produtos de limpeza”, disse Iraci. Ela pede ajuda a população de Arujá. Um dos cachorros que estava no dia 17 de junho na feirinha, um vira-lata todo feliz e brincalhão, quando recolhido da rua apresentava um corte horrível no pescoço e se encontrava desnutrido. Quem relatou o fato foi a jovem Ana Luisa, 24 anos. “Achei o cachorro no começo da Estrada do Tupã, o cão ficou internado um mês numa clínica veterinária. Entre clínica e remédios, gastei R$ 1.250,00, hoje o animal está curado a espera de um lar”. Outra protetora de animais, Sueli Portes, informou que alugou uma casa somente para abrigar os animais. “Contando com o valor do aluguel, remédios, ração, veterinário e produtos de limpeza, tenho gasto mensal em torno de quatro mil reais. “Levando-se em conta que Arujá tem aproximadamente 90 mil habitantes, se cada morador se dispusesse a doar um R$ 1,00 por mês, teríamos 90 mil reais por mês para cuidar dos cachorros”, disse Sueli. Os defensores dos animais tem dívidas altas com as clínicas veterinárias e pedem ajuda. Iraci Rodrigues disse que as pessoas que se interessarem em ajudar, podem depositar qualquer quantia na conta poupança do Bradesco, agência 0198, Conta 0175928/0. Contato telefônico: 99867-9277 (vivo) e Whats 97954-5365.


Ana Luisa recolheu o vira-lata que estava quase morrendo com um corte
profundo na garganta
Protetora Iraci Rodrigues segura um cão para adoção
A feirinha também tem muitos filhotes para serem doados
As mulheres, maioria das visitantes da feirinha, ficam "namorando" os
cachorros e muitas decidem levar um pet para casa






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