domingo, 8 de fevereiro de 2015

MORADORES DO NÚCLEO VICENTE MATHEUS EM ARUJÁ, SE SENTEM ABANDONADOS, E PEDEM MELHORIAS PARA O BAIRRO


Vista panorâmica do Núcleo Vicente Matheus
Os moradores do Núcleo Vicente Matheus dizem que se sentem abandonados pelos políticos e pela prefeitura de Arujá. Além disso, se sentem inseguros, tendo em vista que a área onde residem é particular, pertence a uma pedreira. O núcleo Vicente Matheus fica incrustrado num vale, entre o bairro do Mirante e a Rodovia Presidente Dutra e tem cerca de 40 famílias. 

A pequena vila se originou quando a pedreira Vicente Matheus foi inaugurada há cerca de 50 anos. Na época, todos os moradores eram funcionários da referida pedreira. Depois disso, a pedreira mudou de dono e ficou desativada por um período. A paralisação se deu em virtude de um grave incidente. Em uma das explosões diárias foi arremessado uma chuva de pedras sobre o bairro, levando pânico aos moradores. Felizmente não houve vítimas, apenas prejuízos. 

Casas do início do bairro Vicente Matheus
Depois, a pedreira foi reativada, e hoje nenhum morador trabalha mais na empresa. Os moradores dizem que o bairro, apesar de tranquilo, é feio e pedem melhorias, como iluminação melhor nas vias públicas (eles alegam que a maioria das luminárias está queimada), solicitam guias e calçadas, pedem capinação regular, tendo em vista que “o bairro é tomado pelo mato”. 

Morador do bairro desde a década de 1980, Ailton Chaves Barbosa, disse que a Sabesp instalou a rede de água no ano passado. “Mas o bairro passa mais tempo sem do que com água, a falta de água é muito grande”. As famílias ser socorrem através de uma mina d’água que é armazenada em duas caixas de concreto no alto do bairro, e depois é distribuída através de canos para as casas, explicou os moradores. “Essa água não serve para fazer comida, nem para beber”, para esse fim, “as pessoas buscam água em outra nascente”, afirmam os residentes. 

Ao fundo o pequeno bairro, em 1º plano, um dos
 poucos divertimentos das crianças, campinho de futebol de
terra batida
Os únicos equipamentos públicos do local são uma escola municipal (ensino fundamental Milton Barbosa), e um parquinho inaugurado no ano passado. “Depois da inauguração, a prefeitura nunca fez manutenção no parquinho, o local se encontra cheio de mato”, disse a dona de casa Selma. Uma jovem mãe que tem um filho matriculado na Escola Milton Barbosa, criticou o aprendizado. “As crianças de 1º, 2º, 3º e 4º graus da escola Milton Barbosa, estudam todas juntas, são cerca de 35 crianças, é difícil aprenderem desse jeito”. 

 Outra queixa é com relação ao acesso da vila ao bairro do Mirante. “A via (Estrada Municipal) não tem iluminação pública, os alunos que estudam no Mirante são obrigados a ir e voltar da escola na escuridão”. 

Vereadores Gabriel dos Santos e Wilson Ferreira tem a solução para as famílias do “Vicente Matheus”


Os vereadores Gabriel dos Santos (PSD) e Wilson Ferreira (PSB) solicitam ao prefeito de Arujá, que seja desapropriado o Núcleo Vicente Matheus para fins de interesse social de moradia, melhorias e denominação do vilarejo ocupado há mais de quatro décadas por ex-funcionários da Pedreira Vicente Matheus e outras famílias que se instalaram no local. Depois de feita a desapropriação os vereadores querem que sejam concedidos aos moradores títulos de concessão real de uso para fins de moradia, pelo prazo de 50 anos, prorrogáveis, com opção de aquisição por preço a ser subsidiado pelo Município, segundo a condição socioeconômica de cada uma das famílias. Wilson e Gabriel também pedem obras de captação de águas pluviais, guiamento, arruamento, pavimentação das vias existentes e de outras necessárias à mobilidade urbana, além de iluminação pública. Por fim, os vereadores propõe que o núcleo seja denominado “Loteamento José Pereira da Silva”, considerado o morador mais antigo do núcleo. Os parlamentares justificam na mensagem do projeto que há cerca de 15 anos, a pedreira se desinteressou pela área que forma o referido núcleo. Todavia, em razão da irregularidade da área, quase que não há benfeitorias. A desapropriação é uma alternativa para melhorar de vez a vida daquelas pessoas e ainda, propiciar-lhes tranquilidade e facilidades, como a instalação de serviços.


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