terça-feira, 8 de dezembro de 2015

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DA CASAS BAHIA DEIXA ARUJÁ; MUNICÍPIO PERDE CERCA DE MIL EMPREGOS DIRETOS E INDIRETOS


Vereador Castelo Alemão apresentou projeto de lei para liberar
caminhões na Avenida Mario Covas
O Centro de Distribuição das Casas Bahia está indo embora de Arujá. O município está perdendo cerca de mil vagas de empregos, diretos e indiretos. O imenso galpão das Casas Bahia, localizado no bairro do Portão, com cerca de 1.200 metros quadrados, encerrou suas atividades em Arujá, e tudo leva a crer, devido à questão de mobilidade urbana, questão de logística. 

Aliás, o que atraiu a construção da imensa área em Arujá, foi a proximidade com o Rodoanel,  além do fácil acesso à Rodovia Presidente Dutra.

Mas, a proibição de caminhões trafegarem na Avenida Mario Covas, que dá acesso à Rodovia Presidente Dutra e ao Rodoanel, e o fechamento da Avenida Adília Barbosa Neves que era uma opção de saída para Rodovia Presidente Dutra, inviabilizou o trabalho da Casas Bahia.
A prefeitura fez um cadastro dos caminhões e carretas da Casas Bahia, permitindo dessa forma que os veículos pudessem rodar na Avenida Mario Covas sem multas ou restrições, entretanto, a maioria dos caminhões que traziam e  escoavam os produtos do depósito da Casas Bahia, era realizado por empresas terceirizadas que sofriam multas quando entravam no município através da Avenida Mario Covas, onde estão instalados três radares. 

Lembrando que o tráfego de caminhões e carretas, chegando e saindo do Centro de Distribuição era intenso o dia inteiro. Apesar de a Casas Bahia alegar que sua saída de Arujá se deve por “corte de custos”, sabe-se que a origem do problema é de mobilidade urbana, questão de logística, direito de ir e vir.

Outras empresas continuarão instaladas no imenso galpão, como por exemplo, o Pão de Açúcar, que é do mesmo grupo da Casas Bahia. Mas, até quando? Se o prefeito de Arujá não se dignar a mudar a regra de trânsito na Avenida Mario Covas, a tendência é o enorme galpão – que custou algumas dezenas de milhões de reais para ser construído pela Casas Bahia – se tornar um imóvel fantasma.

O mesmo problema que a Casas Bahia enfrentou em Arujá, está ocorrendo com os chacareiros que ainda resistem à sanha imobiliária, principalmente os que estão instalados na região do bairro do Portão, mesmo bairro onde está instalado o Centro de Distribuição. Os caminhões – a maioria de feirantes – que vem buscar verduras e legumes nas chácaras, também estão sofrendo com as multas de trânsito na Avenida Mario Covas.

O vereador Edvaldo de Oliveira Paula (Castelo Alemão-PTB) afirma que o artigo 132 da lei orgânica de Arujá, diz o seguinte: “Compete ao município estimular a produção agropecuária no âmbito do seu território, em conformidade com o dispositivo no artigo 23, inciso VIII da Constituição Federal, dando prioridade à pequena propriedade rural através de planos de apoio ao pequeno produtor que lhe garantam especialmente, assistência técnica e jurídica e escoamento da produção através da abertura e conservação de estradas municipais”. 

Baseado no artigo 132, Castelo Alemão apresentou projeto de Lei que proíbe restringir o tráfego e multar os caminhões – até 14 metros – no perímetro rural da Avenida Mario Covas. Em primeira votação, ocorrido na última sessão da Câmara, o projeto passou com votos da maioria dos vereadores. Agora tem que passar pela segunda votação. Especula-se que o perfeito de Arujá, vai vetar o projeto de lei. 

Depósito das Casa Bahia dá adeus a Arujá, e cerca de 800 empregos 
direto viram fumaça
Um dos maiores galpões da região de Arujá, e tavez do Estado de SP,
 com 1.200 metros quadrados

Dezenas de caminhões e carretas traziam e escoavam os
produtos da Casas Bahia


Caminhões de feirantes carregam hortaliças todos os dias, no bairro do
Portão, em Arujá 

Trabalhadores carregam caminhões com verduras e legumes



Um comentário:

  1. Valeu cara gostei da atitude continue assim o povo agradece..

    ha muito trabalho para ser feito...

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